Carol Oliva
Atendimento à mulher

Você merece um espaço seguro para falar sobre o que vive

Um acolhimento psicológico para mulheres que sofreram ou ainda sofrem violência doméstica, em qualquer uma de suas formas. O cuidado com a sua saúde mental é um direito e também é um ato de coragem.

Reconhecendo a violência

A violência tem muitas formas, e nem todas deixam marcas visíveis

A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Compreender o que está acontecendo é o primeiro passo para sair do ciclo.

Violência física

Qualquer conduta que machuque ou coloque em risco a integridade do corpo: empurrões, tapas, socos, chutes, uso de objetos. Muitas vezes começa de forma discreta e vai se intensificando.

Violência psicológica

Uma forma cada vez mais reconhecida: quando o agressor usa os filhos, pessoas queridas ou animais de estimação para atingir, controlar ou ferir a mulher.

Violência sexual

Qualquer situação que constranja a mulher a participar de ato sexual não desejado, dentro ou fora do relacionamento. Não importa se há vínculo afetivo: não é consentimento quando há coação.

Violência patrimonial

Controle ou destruição de bens, documentos, recursos financeiros ou instrumentos de trabalho. Inclui impedir o acesso ao próprio dinheiro.

Violência moral

Calúnia, difamação ou injúria: acusações falsas, ofensas à sua reputação e ataques à sua honra.

Violência vicária

Quando o agressor usa os filhos, pessoas queridas ou animais de estimação para atingir, controlar ou ferir a mulher.

Talvez você se reconheça

Algumas dessas frases podem soar familiares

"me sinto controlada em tudo o que faço."
"tenho medo da reação dele quando discordo."
"eu fui me afastando das pessoas que amo."
"sinto que a minha voz não tem valor dentro de casa."
"já fui humilhada e depois disseram que era exagero meu."
"não sei mais o que é normal dentro de uma relação."

Se você se reconheceu, saiba de uma coisa: isso não é exagero, a culpa não é sua, e você não está sozinha.

Como funciona o atendimento

Este é um espaço de escuta, acolhimento e cuidado com a sua saúde emocional. Aqui, você pode falar no seu tempo, sem ser julgada e sem pressão para tomar nenhuma decisão.

  • Atendimento online, de onde você estiver, no Brasil ou no exterior.
  • Sigiloso e seguro, como prevê o Código de Ética da Psicologia.
  • No seu ritmo, respeitando o seu momento e as suas escolhas.
  • Posso ajudar você a compreender o que vive e a conhecer a rede de apoio e os seus direitos.

O acompanhamento psicológico cuida da sua saúde emocional. Ele caminha junto com a rede de proteção, mas não substitui as medidas legais previstas na Lei Maria da Penha.

Por que eu faço esse trabalho

Cresci ao lado de uma mulher que reconstruiu a própria vida depois de um casamento marcado por diferentes formas de violência: a minha mãe. Aprendi cedo, observando a coragem dela, que recomeçar é possível.

É por isso que ofereço este cuidado. Porque sei que ninguém deveria passar por isso em silêncio, e que ser ouvida com respeito já é o começo de um caminho diferente.

Perguntas frequentes

Preciso ter certeza de que é violência para procurar você?

Não. Você pode me procurar mesmo na dúvida. Faz parte do cuidado compreender, com calma e sem julgamento, o que você está vivendo.

O atendimento é sigiloso?

Sim. O sigilo é um dever profissional previsto no Código de Ética da Psicologia. Como regra, o que você compartilha fica protegido, e as únicas exceções são as previstas em lei, sempre voltadas à sua proteção.

Você faz a denúncia ou aciona a polícia por mim?

A decisão de denunciar é sua, e eu respeito a sua autonomia e o seu tempo: não registro um boletim de ocorrência no seu lugar, mas indico apoio jurídico especializado, gratuito ou particular, para acompanhar você nesse passo. 

Preciso ser transparente sobre o sigilo. Ele é a base do meu trabalho e está previsto no Código de Ética da Psicologia, mas não é absoluto. A legislação de saúde (Lei 10.778/2003, alterada pela Lei 13.931/2019) prevê que casos de violência contra a mulher atendidos em serviços de saúde sejam comunicados à autoridade policial, como medida de proteção e para fins estatísticos. Quando isso se aplica, comunica-se o fato, nunca o conteúdo das nossas conversas, que continua protegido. 

Na prática, o meu compromisso é cuidar de você com clareza e orientar sobre a rede de apoio, como a Delegacia da Mulher, a Defensoria Pública do seu Estado e o Ligue 180. Em situação de risco imediato, a sua segurança vem em primeiro lugar.

E se eu não tiver privacidade em casa para a sessão?

Combinamos um horário e um lugar em que você se sinta segura para conversar. Sua proteção vem em primeiro lugar.

A terapia substitui a Justiça ou as medidas de proteção?

Não. O acompanhamento psicológico cuida da sua saúde emocional e caminha ao lado das medidas legais, mas não as substitui. Em risco imediato, ligue 190.

Atende mulheres que já saíram da relação?

Sim. As marcas da violência permanecem mesmo depois do fim do relacionamento, e cuidar disso é parte importante da sua reconstrução.

Quando você quiser

Você não precisa nem deveria passar por isso sozinha

Procurar ajuda é um ato de coragem, e você não precisa dar esse passo sozinha. Não é preciso ter certeza nem pressa: quando se sentir pronta, me mande uma mensagem. Vamos conversar com calma, no seu tempo.

 

Em situação de risco imediato, ligue 190 (Polícia Militar).

Para orientação e denúncia, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), gratuito e disponível 24 horas, de qualquer lugar do Brasil.

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